Sobral de São Miguel é uma freguesia do concelho da Covilhã, na Região Centro (NUTS II) de Portugal, que fica situada a cerca de 600 metros de altitude, num vale onde corre a Ribeira de Porsim, afluente do Rio Zêzere. Em plena Região das Beiras e Serra da Estrela (NUTS III), a Freguesia de Sobral de São Miguel possui 294 habitantes (Censos 2021), uma área de 22,37km2 e compreende dois lugares urbanos distintos: a aldeia do Sobral de São Miguel que é o núcleo mais importante, desempenhando funções de sede de freguesia e o lugar do Pereiro, que dista da aldeia 4,5km.

O Concelho da Covilhã está identificado no Programa Nacional para a Coesão Territorial (PNCT) como Território de Baixa Densidade.

A aldeia está situada na Serra do Açor, no seu flanco nordeste, junto aos seus pontos mais elevados. O Sobral estende-se, maioritariamente, na margem esquerda da ribeira do Porsim, aproveitando as encostas soalheiras que, nesta face da Serra do Açor, predominam, ora orientadas a nascente, ora a sul. Aqui, os declives são muito acentuados, especialmente junto às linhas de água, como é caso do local onde a aldeia se implantou.

A fresca e límpida ribeira, que influenciou a construção de diversos açudes, levadas, moinhos e lagares, banha os pés do aglomerado de casas, correndo num vale talhado em xisto. O Bairro do Caratão é um dos pontos mais antigos e interessantes da aldeia. No núcleo primitivo da aldeia, o casario eleva-se em escadaria, encosta acima, acompanhando as curvas pronunciadas da ribeira.

Esta área foi ao longo dos tempos uma zona de passagem, das rotas que uniam o interior da Península Ibérica ao seu litoral. Segundo alguns historiadores, as minas e os buracos existentes na área serrana, são um testemunho da passagem dos povos romanos e muçulmanos por estas paragens, nas quais procuravam o estanho necessário para o equipamento dos respetivos exércitos. Mais tarde, a atividade das Minas da Panasqueira com a exploração do volfrâmio contribuiu para o desenvolvimento da aldeia.

Conhecida como “O Coração do Xisto”, os seus habitantes mantêm as tradições bem presentes, sendo esta aldeia um verdadeiro Museu Vivo. Mesmo ao pé da Serra do Açor, é evidente este aglomerado de construções em Xisto, ideal para passeios pedestres e para disfrutar de experiências únicas.